08/11/07

inquérito

Pessoal é assim: tudo às urnas no blog do lado, a ver se conseguimos um N jeitoso. O tema mete sexo, pelo que interessa a toda a gente! (não finjam que não, eu sei que sim...)

Por coincidência ou não, acabei de encontrar no nick do messenger de um amigo a seguinte frase "sabes o que é melhor num broche? os 10 minutos em que estás calada!". Bastante a propósito. Vão votar.

Desde que haja dados para isso, no fim responsabilizo-me pela análise estatistica (se o calvinn o permitir, obviamente). :D

Ala! Vou voltar para os passarinhos agora...

07/11/07

incapacidades de ultimamente

Ando-me a sentir como uma laranja: espremidinha, espremidinha. Mesmo que queira deixar aqui umas linhas de vez em quando, não consigo... A sério que não consigo. Estou agora completamente formatada naquele discurso rígido e idiota, tipo "verificou-se existir uma tendência estatisticamente significativa entre o número de horas passadas sentada em frente ao computador e o agravamento da sanidade mental do indivíduo".
Perdi vocabulário (que já não digo coisa com coisa), volume neuronal na certa e sinto as sinapses bloqueadinhas. Não sei se voltarei a ser a mesma. Teme-se o pior.

31/10/07

no céu espelhado - VII

Neste momento pensam vocês esta gaja é parva, então tem uma tese pa escrever e vem outra vez falar do creoula?. Pois tenho. E cá estou. Mas este pequeno episódio já estava escrito e reparei que se escaparam 10 dias desde que postei o último. Os instruendos têm de ser alimentados.

Há a história do gato malhado e da andorinha sinhá. Há a história da gaivota e do gato que a ensinou a voar. E há a história do Cabo Costa e da andorinha-do-mar...

Era uma vez o Cabo Costa que manejava os seus cabos em descanso quando as instruendas atentas subiram a bordo, no Alfeite. Cabo Costa viera recentemente do mar do Norte, onde tinha estado a filmar mais um anúncio da Old Spice, ao eterno som Orffiano de Carmina Burana (aquela assim: “tan tan tan tan, TAN TAN, tan tan tan tan, TAN TAN, tan tan tan tannnnn tannn tan tan...” tão a ver, não é?). Das gravações intensivas ao som da música, Cabo Costa acabara por ganhar um olhar um pouco ausente, talvez misterioso, um ar que se tornava apelativo. Mas as instruendas miravam à distância, cada uma medindo em silêncio os seus poderes e calculando probabilidades baseadas em distribuições Gaussianas, como haviam aprendido (e com distinção) na Escola Mediana dos Supra-Heróis com Potencialidades e Mania das Grandezas - “EMSHPMG”, como se dizia para facilitar...

Cabo Costa só era avistado às vezes, normalmente à hora da faina de mastros em que todos eram obrigados a subir ao convés para içar as velas. Aí vinha ele, trazendo consigo o porte da Gant e cumpria com gosto o seu dever. Upa upa, força, muitos sorrisos, “VAI, VAI”, gritava aqui e ali e depois desaparecia. Era uma pessoa cordial e atenciosa. Logo na primeira faina, aquela em que Cajó passeava a máquina de filmar e soltava comentários à canal Odisseia, Cabo Costa deu-lhe a missão de rodar um certo botão para on à sua ordem. Cajó, compenetradíssimo, fixou todo o tempo o aparelho para que o botão não lhe fugisse. E, não só conseguiu, como filmou a proeza!! (foi nesse momento que virou o écrãn da máquina para si próprio, sorriu em rasgo e ergueu o punho num sinal claro de vitória). Pensei: Cabo Costa, além do mais, é esperto, ocupou o irritante e manteve-o quieto para não estorvar. Palavra mais linda, esta do estorvar...

E, de resto, quase não se deixou voltar a ver. Até à noite da andorinha.


Regressávamos já a Lisboa e deviamos navegar algures ao largo da costa vicentina. Tinha sido o primeiro dia de ondulação forte e as aves voavam agitadas por cima do mar. Nessa altura já só tínhamos turnos de dia e, naquele momento, começava a escurecer. O turno estava no fim pelo que, como sempre, mais de metade de nós sentava-se na popa, junto à ponte, a ver o tempo passar. Cabo Costa marcava presença, não sei se estaria de turno também. Começámos a prestar atenção a uma andorinha-do-mar que fazia vôos rasantes à ponte, circulava o local e era depois arrastada pelo vento. Impressionou-me como o bicho parecia uma folha de papel à mercê dos elementos. E Cabo Costa ficou também impressionado! Estava fascinado... Sussurrava quase tanto como a Rapariga-Sussurrante, para não incomodar a ave que, num arremesso, se conseguira atirar à ponte e encaixar lá num spot com menos vento. Podiamos aproximar a mão até uns 20 centímetros da gaja, que ela não se mexia. E o Cabo Costa, todo derretido, não lhe tentem mexer, não assustem a coitadinha, ela está estafada! E eu a pensar atão não é suposto serem marujos rudes do mar? Confesso que mal topei a andorinha achei que estava tudo fod... e que pouco tardaria para jantarmos Sterna hirundo no espeto, esse belo pitéu (sempre variava do atum, não era?). Mas, graças ao Cabo Costa, que fez ali guarda à bicha, afastando com ímpeto e alguma ofensa as “brincadeiras” dos amigos, a andorinha passou uma noite tranquila. Era bonzinho. Não desenvolvia muito, vim a perceber um pouco mais tarde, mas era bonzinho.

29/10/07

e o dia amanheceu com novidades

MAIS 15 DIAS!! Vou ter mais 15 dias!!!! O Senhor existe e ouviu-me! Prometo, prometo, prometo, promeeeeeto, que vou continuar muito concentradinha... Só que agora passo a dormir. :)

28/10/07

ainda há vida deste lado

Estou cansada. Por enquanto não posso escrever mais do que estas poucas linhas. Sublinhando que estou cansada. Durmo pouco. Dói-me as costas (passo o dia ao computador), os olhos (fixo linhas e quadradinhos o tempo todo), a cana do nariz (nunca chego a tirar os óculos) e, não esquecer, dói-me a cabeça – tudo isto não estaria completo sem ela.
É só mais uns diazinhos... Ainda falta tanta coisa... :(
Pela positiva, hoje ganhámos uma hora. Soube que nem ginjas.

21/10/07

no céu espelhado VI

A realidade não voltou a ser mesma desde que, cavalgando já um mar vagalhoso (notem como continuo a inventar adjectivos sem hesitar), entrei com a Wonder-Sister na casa de banho das fêmeas. A intenção era, segundo me recordo, fazer um aliviante xixi – coisa que quase peca pela vulgaridade, eu sei.

No momento em que abrimos a porta, o cheiro foi nauseabundo. E veja-se que já tenho cheirado muita coisa, dou garantia segura do calibre de mau cheiro!

- Bem, que pivete! Ganda nojo... (eu)
- Pois, parece que as meninas da faxina hoje não levaram a coisa muito a sério (ela)

Depois de todo um repertório de caretas, lá nos decidimos a dar o passo seguinte e aproximar-nos das retretes. Quando me apercebi, Wonder tinha entrado no compartimento que havia entre as retretes e o duche e saía a rodopiar já com o seu fato de super-heroína (acho que gramava da cena à Clark Kent) e mais que preparada para a batalha, de líquido de limpeza em riste. Surpreendi-me. Ena, que eficácia! E colei num post-it mental: Em caso de crise odorífera, chamar WS. Entretanto já o colei também num post-it real, no frigorífico aqui de casa – espero que ela não se importe, é que dá sempre jeito ter alguém com disponibilidade para dar um jeitinho às casas-de-banho.

Inspirámos fundo e abrimos as portinhas dos cubículos infernais.
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Foi...
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uma visão.....
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como dizer?...
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aterradora!

Aquele fundinho de água que costuma ficar lá em baixo e serve fundamentalmente para amplificar o som que o xixi faz ao cair (tshhhhhhh) e avisar aos demais ocupantes do espaço, quando este é público, que ainda não terminámos, um barulhico para as orientais muito constrangedor (não sei se sabem, ficam a saber), bem, dizia eu que aquele que costuma ser um fundinho de água estava, nesse momento, transmutado numa massa negra, de cheiro pestilento, que a cada balanço do barco subia perigosamente de nível. Wonder-Sister desatou a esguichar um desinfectante para dentro da água nojenta e foi puxando o autoclismo repetidamente, a ver se ajudava. Eu imitei, mas tivemos pouco sucesso.

- Não vale a pena, vou fazer xixi à casa-de-banho dos homens. (eu)
- Vais? Pois... não resta muita alternativa.. (ela)

Saímos para o corredor e eu espreitei a fresta da porta em frente. Não convinha surpreender um instruendo mais exibicionista que saísse do duche em pelota. Ainda por cima sempre ouvi dizer que os machos fazem concursos de tamanhos, pelo que adivinhava já um pelotão alinhado de régua e piloca em punho e queria poupar a Wonder, desgraçada, de semelhante visão! Só que a sabidona percebeu que eu lhe ocultava algo do outro lado e, num rápido spin fez-me saltar dali para fora, decidida a usar os seus poderes para abrir a porta. Com o que ela não contava era o próprio Creoula a ajudar! No momento em que aplicou a sua força bruta na porta, o barco deciciu balançar para o mesmo lado e a gravidade deu uns pózinhos de perlimpimpim. Resultado: Wonder entrou em pleno vôo na casa-de-banho masculina, conseguindo um impressionante efeito bate-cú e um olhar boquiaberto por parte do rapaz que se barbeava (em tronco nú, aha! eu sabia!) em frente ao espelho. Aqui a Cara-d’Anjo não evitou as gargalhadas que o momento exigia, Wonder que me perdoe.
E depois lá fizemos um belo xixi, com o rapazinho barbeado a vigiar a ocorrência, para que ninguém entrasse a voar e nos surpreendesse.

18/10/07

gostava de...

Despir os papéis. O Lobo Antunes diz que sim, que os despiu. Invejo-lhe a descontracção, esse modo como se orgulha sem vergonha. Diz que é para a eternidade que escreve... (também, o que é que se faz que não seja para a eternidade? )

Entendo-o. Escreve para a eternidade. Também eu tendo para infinito.